De chefe, a líder:  6 regras que o vão ajudar a motivar a sua equipa!

Se tem um cargo de chefia, coordenador, gestor, sabe que gerir equipas é um trabalho complexo e que requer atenção permanente. Temos que jogar com os limites, queremos ter uma relação próxima com a equipa, mas sem perder o respeito. É aqui que entra um conceito de que ouvimos falar tantas vezes, o conceito de líder. Sou um líder, ou um chefe? O que é que quero ser? Mas afinal o que os distingue e qual a influência que têm na sua equipa?

Muito resumidamente o chefe é autoritário, está no topo da hierarquia, é extremamente controlador e normalmente não confia em ninguém. Os seus colaboradores não gostam de o ter por perto, sentem-se desconfortáveis e pressionados.

O líder está ao nível dos seus colaboradores, trabalha com eles, contribui para os mesmos resultados. Confia na sua equipa, as pessoas sentem-se seguras na sua presença. No fundo é ele que inspira a equipa. Este papel representa um desafio constante mas a empresa vai beneficiar muito, porque uma equipa motivada e inspirada, é sinónimo de resultados!

O que fazer então para maximizar a motivação da sua equipa?

Auto-Controlo

É fundamental para um líder ter a capacidade de controlar as suas emoções. Só assim vai conseguir passar a sua motivação à equipa. O líder tem de ser o porto-seguro pois a equipa depende dele. Também o estado de espírito influencia quem está à sua volta, portante, anime-se e puxe por eles!

Empatia

A empatia requer conhecimento. O primeiro passo para criar empatia com a equipa é conhecer cada um deles. Saber os seus gostos, valores, ambições. “Cada um é como cada qual”- a equipa é só uma, mas cada vendedor é uma pessoa com forças e fraquezas, diferentes das dos outros. Criar empatia passa também por conseguir pôr-se no lugar dos seus colaboradores.

Factor X

Este ponto é fundamental. É preciso saber o que motiva cada vendedor e quais são as suas expectativas e ambições em relação ao trabalho em geral e à sua função em particular, isto porque trabalhar muito abaixo das expectativas é desmotivante para qualquer um.

Valores

Por vezes, a desmotivação de um colaborador pode ter origem nas suas crenças e valores, porque frequentemente elas não são tidas em conta. O impacto das crenças na nossa vida pode ser quase imperceptível, mas pode dar origem a problemas deste tipo ou mais graves.

Das palavras à acção

Discursos inspiradores e motivantes funcionam! Mas, se as atitudes e comportamentos do líder não vão ao encontro das suas palavras, o efeito pode ser o contrário. Não diga coisas em que não acredita, deve agir sempre em consonância com as suas palavras.

Envolvimento

Quer uma equipa motivada, mantenha-a informada. Eles devem participar em todo o processo e não apenas no momento da venda. Conhecer a estratégia, ajuda também a compreender melhor a importância das suas funções. Isto irá fazer com que se sintam valorizados, logo a motivação aumenta.

Mantenha os seus vendedores motivados e positivos e… boas vendas!

 

 

Criatividade no Processo de Vendas

Uma concepção actual do processo de vendas tem de ter em conta que a criatividade, nos dias que correm, é um factor diferenciador para qualquer empresa, seja qual for o sector. Não nos devemos apenas contentar com lugares-comuns, é preciso arriscar e sair da zona de conforto de modo a conseguir fazer a diferença.

Também para os vendedores a criatividade representa um diferencial competitivo. As vendas estão em todo o lado, nos supermercados, na televisão, na internet, na rua, etc. Não é fácil sobressair nesta área. É por esse motivo, que pensar e fazer as coisas de um modo mais criativo pode ser uma vantagem competitiva para o negócio. O que torna um produto competitivo quando está exposto é, além do packaging, precisamente a maneira como está exposto, onde e o que representa.

No caso do vendedor, ser criativo nas passa essencialmente por saber adaptar-se e ser flexível, ou seja, ter jogo de cintura. No momento de abordar o cliente, este factor é fundamental. Um vendedor que consiga pôr em prática as suas capacidades criativas, consegue perceber mais rapidamente as intenções e necessidades do cliente, adequar a sua mensagem e conquistá-lo transformando problemas em oportunidades.

Por onde começar?

O processo criativo requer algumas características pessoais básicas, tais como:
Curiosidade (abertura a novas situações, vontade de conhecer, estar atento ao que nos rodeia…), adaptação (flexibilidade perante situações que fujam à zona de conforto), pro-actividade e dinamismo (gosto pelo risco, aventura, estar um passo à frente) e originalidade (gostar do que é diferente).

Como pôr em prática?

1.Ponha o cérebro a mexer

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O cérebro é um músculo. Se todos os músculos precisam de exercício físico e de estímulo, o cérebro não é excepção. Pessoas criativas são geralmente pessoas com um tipo de raciocínio rápido que estão habituadas a procurar e encontrar soluções para os mais diversos problemas. No momento da venda é preciso que o nosso cérebro esteja alerta. Precisamos então de desenvolver o nosso raciocínio. Como? Comece por pequenas coisas como adicionar aos seus passatempos sudoku, palavras-cruzadas, que além de ajudar a desligar do trabalho, também ajudam a desenvolver o seu raciocínio.

Profissionalmente, e perante um problema, desenvolva processos para encontrar mais do que uma solução para cada problema. Tente também perceber vários tipos de abordagens ao cliente, pois “cada um é como cada qual” e uma abordagem pode ser eficaz com um, e não funcionar com outro, trabalhe e desenvolva essas estratégias. Além de melhorar as suas técnicas de vendas, isto vai fazer com que consiga encontrar soluções para um problema mais eficazmente.

2.Partilhe ideias

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Trabalhamos diariamente com as mesmas pessoas, nos mesmos horários, nos mesmos sítios. É fácil cair na rotina. Por vezes é difícil desligar dessa rotina e ter ideias inovadoras. Em caso de bloqueio o ideal é partilhar as suas ideias com os colegas de trabalho, conversar informalmente sobre esse assunto.

Se exerce um cargo de chefia (coordenador de equipa, por exemplo) integrar a equipa neste processo motiva a equipa e ajuda também a estimular a criatividade, porque o input é muito maior.

3.Aponte tudo

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É quando menos esperamos que surgem as melhores ideias…esforçamo-nos tanto e esgotamos tanto o tema a pensar numa ideia criativa, que é quando estamos mais distraídos a pensar noutras coisas que a ideia surge! De modo a que nenhuma ideia seja esquecida, tenha sempre consigo um bloco de notas e uma caneta. Sim, o telemóvel também serve, mas nos processos criativos nada como algo que possamos riscar e melhorar sempre que nos apetecer. Não se esqueça de recorrer a este bloco sempre que precise de algo “fora da caixa” – uma ideia pode sempre surgir a partir de outra completamente diferente.

4.Leia!

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Os livros, sejam eles romances, ficção, livros científicos, ajudam-nos a melhorar várias capacidades. Ajudam na escrita, na oralidade (o nosso discurso torna-se mais fluído), no raciocínio lógico e na criatividade. A literatura também nos permite alargar horizontes, porque nos dá conhecer o mundo, conhecemos pessoas de todos os tipos, opiniões sobre todos os assuntos, entre tantas outras coisas. Mas não foque toda a sua atenção nos livros. Os jornais, livros técnicos e artigos de opinião são importantíssimos para melhorar a nossa cultura geral e permitem-nos estar por dentro dos assuntos relacionados com o nosso trabalho. Quanto mais soubermos sobre aquilo que nos rodeia, maior será o nosso contributo para a empresa.

Aproveite o Dia Mundial da Criatividade e pense nisto, pense como pode ser mais criativo e o que está a precisar de um pouco de criatividade na sua vida e no seu trabalho!

Não tenha medo de inovar, arrisque!